'The Boys at the Back of the Queue' | The Gender Gap Reversal: How Society is Failing Our Young Men
Por GBNews
Conteudo
TLDR;
O relatório mostra que os meninos estão “no fim da fila” porque chegam à escola com desempenho inferior (60% prontos versus 75% das meninas) e essa desvantagem cresce ao longo da vida escolar, culminando em menos homens na universidade e no mercado de trabalho. As causas apontadas incluem o desaparecimento de empregos tradicionalmente masculinos (queda de ~40% na manufatura desde 1997), o aumento da inatividade por problemas de saúde mental entre jovens homens depois da pandemia e a elevada ausência paterna/ausência de modelos masculinos. As consequências são graves: maior desemprego e inatividade entre jovens homens, prejuízo econômico pela perda de trabalhadores qualificados, aumento de suicídio e encarceramento masculino e impacto social e demográfico pela dificuldade desses homens em formar famílias.
Resumo
Houve mudança na igualdade de gênero: relatórios do Center for Social Justice apontam que mulheres passaram a ganhar mais que homens, mas isso coincide com uma crise entre os jovens no Reino Unido. Desde a entrada no ensino primário os rapazes ficam atrás — 75% das meninas estão 'school ready' contra 60% dos meninos — e a diferença persiste até o ensino superior, onde 2/3 das vagas de graduação são ocupadas por mulheres. A transição para emprego ou qualificação é difícil: entre 16 e 24 anos o número de homens fora de educação, emprego ou formação subiu 40% desde a pandemia, contra 7% para mulheres, com problemas de saúde mental emergindo como principal causa de inatividade econômica. A erosão de setores tradicionalmente masculinos (indústria, agricultura, construção) reduziu em 40% o emprego masculino na manufatura desde 1997 — mais de 1,3 milhão de vagas perdidas — aprofundando o desalento. O debate aponta causas variadas: ausência paterna, falta de modelos masculinos, fragilidade da saúde mental, mudanças culturais e estruturais; embora persista uma lacuna salarial entre adultos (entre 7% e 11,3%) atribuída em parte às interrupções na carreira por filhos, especialistas alertam que enfrentar a crise masculina exige políticas específicas sem retroceder nas conquistas das mulheres.