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Tecnologia com visões distintas: Flávio propõe ‘liberdade para inovar’; Lula defende soberania e regulação | Economia | O Globo

Regulação Tecnologia IA

Conteudo

TLDR;

Lula defende construção de capacidade tecnológica nacional e regulação robusta (PBIA, supercomputadores, LLMs em português, transparência algorítmica), enquanto Flávio foca na aplicação massiva de IA no serviço público e nas empresas com regulação mínima e incentivos fiscais, embora com poucos detalhes. O plano de Lula incorpora o PBIA e propõe compra de supercomputadores nacionais, desenvolvimento de modelos em português, uma plataforma nacional de dados, uso do poder de compra do Estado e criação do Centro Nacional de Transparência Algorítmica para proteger cidadãos e trabalhadores, além de regulação proporcional ao risco. O programa de Flávio aposta em digitalizar o Estado com assistentes como a ClarIA, difundir IA para micro, pequenas e médias empresas, atrair data centers por reduções fiscais e explorar minerais e energia limpa, mas omite mecanismos claros de proteção de dados sensíveis e salvaguardas ambientais.

Resumo

Os programas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam visões divergentes sobre IA e tecnologia: o PT incorpora o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), com R$ 23 bilhões até 2028, apostando em soberania tecnológica, compra de supercomputadores nacionais, desenvolvimento de modelos em português, plataforma nacional de dados, regulação ampla (transparência algorítmica, Centro Nacional de Transparência Algorítmica, proteção de direitos autorais digitais) e uso do poder de compra público e agências de fomento para induzir o setor, embora especialistas critiquem falta de visão estratégica de longo prazo e integração clara com o privado. O plano do PL é mais difuso: prioriza digitalização do Estado, assistentes automatizados (como a ClarIA), difusão massiva de IA para micro e pequenas empresas, regulação mínima inspirada em práticas internacionais e atração de data centers por desoneração energética e aproveitamento de minerais raros, sem detalhar salvaguardas sobre dados sensíveis, dependência de big techs, impactos ambientais ou forma de converter ativos em inovação. Ambos querem atrair data centers; o PT condiciona instalação a eficiência energética, renováveis e reserva de capacidade para o mercado interno. A regulação e a proteção de dados sensíveis emergem como diferenças centrais entre intervenção estatal e liberalização.