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youtu.be 26/12/2025 SRT Cafe Digital

STF faz 'política Judiciária' e joga impedimento de Moraes e Dino no lixo, critica Maierovitch

Por UOL

Jornalismo Brasil Politica STF

Conteudo

TLDR;

Maierovitch afirma que o STF privilegiou uma política judiciária em defesa da Constituição e desconsiderou tecnicamente os pedidos de impedimento e suspeição contra Alexandre de Moraes e Flávio Dino, como se os tivesse jogado no lixo. Ele considera o voto de André Mendonça tecnicamente irrespondível e diz concordar com a defesa do Estado democrático de direito, não com a aptidão ou atuação pessoal de Mendonça como ministro. Sobre Zanin, Maierovitch concorda que a exclusão da suspeição está correta porque ele atuou apenas como advogado/procurador do cliente, o que não configura impedimento.

Resumo

O trecho debate o voto de André Mendonça sobre a suspeição e impedimento de ministros do Supremo Tribunal Federal, especialmente Alexandre de Moraes e Flávio Dino, destacando a tensão entre técnica jurídica e política judiciária. O entrevistado enfatiza que o STF é a cúpula defensora da Constituição após fatos graves e tentativa de golpe, razão pela qual os ministros se fecharam corporativamente; contudo, tecnicamente há impedimentos evidentes: a Constituição e o sistema acusatório exigem juiz neutro, e Moraes teria decretado prisões preventivas, buscas e apreensões, atuando em caráter acusatório. Assim, a suspeição de Moraes e Dino seria clara, enquanto André Mendonça, embora criticado politicamente, proferiu um voto tecnicamente plausível ao considerar impedidos Moraes e Dino e excluir Zanin, por este ter atuado apenas como advogado contratado. O comentarista ressalta que concorda com o Estado democrático de direito, não com escolhas políticas de ministros — critica as nomeações de Mendonça e Cássio como politizadas — e conclui que o Supremo passou a fazer política judiciária em defesa da Constituição, relegando questões técnicas; a decisão ficou a cargo de uma maioria, não de um tribunal pleno, e essa percepção de parcialidade dificulta a confiança pública e o futuro do país.