Série sobre Benito Mussolini liga criação do fascismo à ultradireita de hoje
Conteudo
TLDR;
A série "M - O Filho do Século", disponível na Mubi, adapta o livro de Antonio Scurati e retrata a ascensão de Benito Mussolini ao poder em 1922, mostrando a fundação do fascismo por meio de seus camisas negras e manipulações políticas.. Ela liga o fascismo à ultradireita atual ao destacar semelhanças entre Mussolini, arquétipo de líder populista, e figuras como Donald Trump e Giorgia Meloni, em contextos de crise econômica, censura e manifestações neofascistas.. Dirigida por Joe Wright com Luca Marinelli no papel de Mussolini, a produção usa flashbacks históricos, trilha dos Chemical Brothers e quebra da quarta parede para criar empatia inicial seguida de crítica antifascista, gerando controvérsias com streamers americanos.
Resumo
A série "M - O Filho do Século", disponível na Mubi e dirigida por Joe Wright, retrata a ascensão de Benito Mussolini ao poder na Itália pós-Primeira Guerra Mundial, adaptando o best-seller "romance-documentário" de Antonio Scurati. Com Luca Marinelli no papel principal, a produção mistura ficção histórica, flashbacks em preto e branco, trilha sonora eletrônica dos Chemical Brothers e quebra da quarta parede para explorar o carisma manipulador do ditador, líder dos camisas negras responsáveis por massacres contra socialistas. Lançada em momento oportuno, a obra evoca paralelos perturbadores com a ultradireita contemporânea, como as marchas neofascistas em Roma e líderes como Giorgia Meloni e Donald Trump. Scurati define Mussolini como o arquétipo do populismo moderno, impulsionado por crises econômicas e busca por "homens fortes e ideias simples". Marinelli enfatiza uma mensagem antifascista, enquanto Wright critica a recusa de streamers americanos, que consideraram o tom "controverso". Na Itália, Scurati enfrenta censura do governo Meloni, e o historiador Álvaro Bianchi alerta para semelhanças entre fascismo histórico e movimentos atuais, como antidemocracia e ódio a minorias. A série questiona a sedução pelo poder, alertando para riscos em tempos de radicalização política. (198 palavras)