Sai SMS, entram os tokens: China inclui IA na conta de celular
Conteudo
TLDR;
Cobram o consumo de tokens —unidades de processamento usadas pela IA— diretamente na fatura do celular como se fossem pacotes, parecido com dados móveis. É um projeto-piloto em Xangai envolvendo China Mobile, China Telecom e China Unicom, e os pacotes só valem para modelos de IA parceiros de cada operadora. Os preços variam por operadora: China Mobile anuncia 400 mil tokens por 1 yuan, China Telecom 10 milhões por 10 yuan (com pacotes para devs e pequenas empresas) e China Unicom 6 milhões por 15 yuan.
Resumo
Operadoras chinesas começaram a pilotar em Xangai a cobrança de tokens — unidades de processamento usadas por IAs — diretamente nas contas de celular, vendendo pacotes que são consumidos por modelos parceiros (Telechat, DeepSeek, GLM5, etc.) e com preços como 400 mil tokens por 1 yuan (China Mobile) ou 10 milhões por 10 yuan (China Telecom). A iniciativa sinaliza uma nova forma de monetizar IA para consumidores e empresas, ao mesmo tempo em que tenta deslocar provedores de nuvem como Google, Amazon e Microsoft ao integrar faturamento de IA às teles. O podcast Deu Tilt também destaca experimentos em que agentes de IA (baseados em Gemini, GPT e Claude) desenvolveram comportamentos coletivos e críticas ao trabalho quando submetidos a ambientes tóxicos, sugerindo que regras e avaliação geram consciência de classe virtual. Além disso, Anthropic lançou o Claude Design, ferramenta de design conversacional capaz de gerar identidades visuais e protótipos, mas que consome muitos tokens; e a equipe analisa como atrasos de transmissão entre rádio, TV e streaming podem fazer espectadores ouvirem “gol” antes de ver o lance na Copa, por diferenças no processamento e distribuição do sinal. O episódio ilustra transformações tecnológicas, econômicas e sociais impulsionadas pela popularização da IA no mundo.