'Quero desenvolver minha IA aqui, não só comprar das grandes', diz nova diretora da Poli-USP
Conteudo
TLDR;
Anna Reali defende que o Brasil deve desenvolver sua própria inteligência artificial e processar seus dados localmente, em vez de depender apenas das grandes empresas de tecnologia.. Ela argumenta que a engenharia precisa ter projetos nacionais mais ambiciosos para recuperar prestígio, atrair estudantes e reduzir a evasão dos cursos.. Na gestão da Poli-USP, ela quer modernizar o ensino, incentivar a diversidade, integrar a IA de forma ética e criar um ambiente mais acolhedor para alunos e professores.
Resumo
Anna Reali, nova diretora da Escola Politécnica da USP e segunda mulher a comandar a instituição em 132 anos, defende que a engenharia brasileira precisa deixar de ser apenas fornecedora de matéria-prima e passar a gerar mais valor, com industrialização, domínio de dados e desenvolvimento próprio em áreas como inteligência artificial. Com trajetória marcada por formação em escola pública, passagem pela Alemanha e pela Carnegie Mellon, ela participou de iniciativas pioneiras em robótica e ajudou a criar a Olimpíada Brasileira de Robótica. Reali afirma que a perda de prestígio dos cursos de engenharia se relaciona à ausência de grandes projetos nacionais, o que faz muitos formandos migrarem para o mercado financeiro. Para enfrentar isso, quer modernizar a formação, aproximando teoria e prática desde o início do curso, com disciplinas integradas e projetos reais. Também defende o uso ético e transparente da IA no ensino, focando em pensamento crítico e capacidade de formular boas perguntas. Além disso, a nova gestão quer ampliar a diversidade, especialmente a presença feminina, e tornar o ambiente da Poli mais acolhedor, com melhor identidade visual, atividades sociais e cuidado com o bem-estar emocional dos estudantes.