Por que falar da regulação da internet para barrar a violência de redpills e incels?
Conteudo
TLDR;
A regulação é necessária porque a misoginia difundida por grupos como redpills e incels se amplifica pelas plataformas e causa danos psicológicos e riscos reais às mulheres. A violência online afeta especialmente mulheres em situação de interseccionalidade — negras, lésbicas e periféricas — deteriorando autoestima, saúde mental e segurança na vida física e virtual. Existem leis como Carolina Dieckmann, Rose Leonel e Lei Lola que tipificam crimes digitais contra mulheres, mas são insuficientes sozinhas, exigindo regulação das plataformas, educação e políticas interseccionais para prevenção e responsabilização.
Resumo
A internet ampliou as formas de comunicação, mas também reinventou a manifestação de violências antigas como a misoginia, que ganhou escala por meio de algoritmos e plataformas, atingindo com particular violência mulheres negras, lésbicas e periféricas pela interseccionalidade; movimentos misóginos como incels, redpills e MGTOW organizam-se publicamente para difundir ódio, ensinar práticas de humilhação e culpar mulheres por problemas masculinos, agravando a saúde mental e a segurança das vítimas. Denúncias crescentes — a SaferNet registrou aumento de 251% em casos de misoginia entre 2021 e 2022 — e exemplos de silenciamento online mostram o dano psicológico concreto. Embora leis como Carolina Dieckmann, Rose Leonel e a Lei Lola reconheçam crimes digitais e capacitem investigações, são insuficientes diante da mercantilização da misoginia e da sensação de impunidade. Por isso, o texto defende respostas múltiplas: educação formal e não-formal, normativas mais eficazes e, sobretudo, regulação e controle do ambiente virtual para prevenir e punir a violência psicológica contra mulheres. A Aliança Pelas Mulheres propõe abordagem interseccional e sistêmica para proteger vidas, saúde mental e direitos em ambos os espaços — offline e online. É urgente combinar legislação, fiscalização das plataformas, educação e apoio às vítimas para desarticular redes misóginas e reduzir danos com efeitos imediatos.