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Por que cada vez mais jovens dizem não a cargos de liderança | G1

Economia Geração Z Liderança 2025

Conteudo

TLDR;

Os jovens não veem mais cargos de liderança como sinônimo automático de crescimento financeiro e preferem priorizar qualidade de vida, flexibilidade e equilíbrio. A menor busca por liderança reflete mudança de critérios de sucesso e não falta de ambição, com foco em propósito, saúde mental e benefícios além do salário. As empresas precisam alinhar práticas ao discurso institucional e tornar a liderança mais vantajosa em remuneração e condições para atrair os jovens.

Resumo

Pesquisas recentes, como o levantamento da Deloitte de 2025, mostram que para a Geração Z e os millennials crescer financeiramente e assumir cargos de liderança deixaram de ser objetivos interligados. Apenas 6% dos jovens consideram chegar a uma posição de chefia como principal meta profissional, enquanto quase metade relata insegurança financeira, índice que piorou em relação ao ano anterior. Segundo a professora Lina Nakata, da FIA Business School, isso não representa falta de ambição, mas uma mudança de prioridades: os jovens valorizam mais qualidade de vida, flexibilidade, saúde mental e propósito do que o modelo tradicional de sucesso baseado em hierarquia e altos salários. Eles analisam com cuidado os prós e contras de liderar, como aumento de responsabilidades e estresse, muitas vezes sem remuneração proporcional. Com maior expectativa de vida e necessidade de trabalhar por mais tempo, buscam equilíbrio desde cedo. Embora alguns ainda desejem liderar sob condições alinhadas aos seus valores, as empresas precisam repensar planos de carreira e oferecer benefícios que tornem a gestão realmente atrativa para reter talentos.