gov.br 26/12/2025 Cafe Digital

Plano Safra da Agricultura Familiar 2024/2025 movimenta R$ 43,3 bilhões nos primeiros sete meses

Economia Agricultura Brasil

Conteudo

TLDR;

A agricultura familiar já acessou mais de R$ 43,3 bilhões nos primeiros sete meses do Plano Safra 2024/2025, montante 6,4% superior ao mesmo período da safra anterior. Assentados da reforma agrária, indígenas e quilombolas tiveram aumento de 105% no valor financiado pelo Pronaf A (passando de R$116 milhões para R$239 milhões) e também houve ampliação nas linhas para jovens (+76%), mulheres (+25%) e finalidades sustentáveis (Pronaf Bioeconomia +51%, Semiárido +49%, Floresta +64%). Foram aplicados mais de R$9 bilhões em mecanização (tratores +30%, irrigação +26%, armazenagem e beneficiamento +65%) e aumentaram os financiamentos para alimentos básicos como feijão (+22%), cebola (+64%), beterraba (+90%), cenoura (+53%) e repolho (+40%), com redução das taxas de juros para custeio.

Resumo

O Plano Safra da Agricultura Familiar 2024/2025 movimentou R$ 43,3 bilhões nos primeiros sete meses, 6,4% a mais que no mesmo período da safra anterior, segundo balanço do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, com 1.078.789 operações de financiamento para agricultoras e agricultores familiares, agroindústrias e cooperativas. Do total do plano, R$ 76 bilhões foram disponibilizados para apoiar produção sustentável de alimentos. Beneficiários da reforma agrária, povos indígenas e quilombolas receberam atenção maior pelo Pronaf A, com aumento de 49% no número de operações e 105% no volume financiado, que subiu de R$ 116 milhões para R$ 239 milhões. Houve expansão significativa de linhas orientadas à sustentabilidade e inclusão, com Pronaf Bioeconomia +51%, Pronaf Semiárido +49%, Pronaf Floresta +64%, e incremento nas linhas para jovens (+76%) e mulheres (+25%). Regionalmente, o Nordeste concentrou 52% das operações e o Sul 29%. O Programa Mais Alimentos ampliou mecanização, com mais de R$ 9 bilhões em máquinas e equipamentos (+18,6%), destacando tratores (+30%), irrigação (+26%) e equipamentos de armazenagem e beneficiamento (+65%). Financiamento de alimentos básicos também cresceu, com feijão +22% e aumentos ainda maiores para cebola, beterraba, cenoura e repolho, beneficiados por redução de juros, com foco na segurança alimentar nacional.