O Token Secreto do Submundo
Um mundo secreto de tokens escondidos espera ser descoberto.
Conteudo
TLDR;
Trata‑se de créditos de acesso a modelos de IA (como Claude) comercializados no mercado cinza/negro por revendedores. Eles chegam a custar 70–90% menos porque são fornecidos via “estações de trânsito” (tipo VPN), contas em massa criadas com navegadores anti‑detecção, SIMs/SMS baratos e documentos gerados ou comprados para burlar verificações. Esses tokens são usados por desenvolvedores e empresas em países com restrições, além de atores que constroem aplicações ou cometem fraudes.
Resumo
Surgiu um mercado negro e cinza para tokens do Claude — anunciados na China por 70–90% abaixo dos preços oficiais — sustentado por uma economia de “estações de trânsito” que encaminham requisições de países com acesso proibido (via um funcionamento similar a VPNs) para APIs como Anthropic ou OpenAI e retornam as respostas. Não se trata primariamente de ataques de destilação, mas de uso real dos modelos para programação, aplicações ou fraudes. Na ponta upstream há “account merchants” que criam contas em massa, vencendo barreiras com navegadores anti-detect (fingerprints falsos), IPs residenciais e verificações por telefone. SMS e SIMs são baratos, e serviços oferecem números a centavos; já documentos de identidade são gerados por IA ou comprados via redes como Telegram — passaportes e carteiras de motorista por cerca de US$15, com MRZs válidos e alto throughput (até 20.000/dia), permitindo burlar validações automáticas. Plataformas como Anthropic começam a exigir passaporte e selfie para recursos avançados, o que alimenta um mercado paralelo de “KYC manufacturers” (inspirado no mundo cripto) que recrutam locais para scans faciais e vendem material biométrico, fechando o ciclo que torna esse mercado sombrio lucrativo e difícil de rastrear.