Ninguém ligado ao Haddad vai ficar no governo", afirma economista
Conteudo
TLDR;
Afirmação foi feita por um economista entrevistado pelo Estadão que comentou a reação do mercado. Ele garante que ninguém ligado a Fernando Haddad permanecerá no governo, afirmando inclusive que Dorigan não continuará como ministro da Fazenda. Prevê-se mudança na orientação macroeconômica, sem rupturas radicais, e a continuidade da "Haddad Economics" não é esperada.
Resumo
O ministro da Fazenda afirmou que "vamos mudar a lei ou, se necessário, a Constituição para buscar formalmente o centro da meta", referindo-se à meta fiscal. O entrevistado explica que a forte reação do mercado não foi consequência direta de desequilíbrio fiscal ou da reeleição de Lula, mas de um movimento especulativo que precificou uma vitória de Flávio Bolsonaro (cerca de 90%) e projetou juros mais baixos, bolsa em alta e câmbio mais baixo; com o resultado real, houve uma saída em massa, queda brusca da bolsa (17%), alta do dólar (>8%) e pânico. Ele defende que o mercado precisa se autoajustar e que não há base objetiva para prever um colapso econômico imediato, embora uma recessão seja possível e ajustes fiscais muito fortes a garantiriam. Critica declarações sobre alterar a Constituição agora como "talk" sem sentido, já que o arcabouço fiscal aprovado em 2023 prevê bandas de tolerância e pequenas variações (20–30 bilhões) não mudam significativamente um orçamento de mais de 2 trilhões (excluindo juros). Afirma que Haddad e aliados não permanecerão no governo e que haverá mudança na orientação macroeconômica, sem rupturas extremas. O tom geral é de crítica ao mercado e ceticismo quanto a soluções constitucionais milagrosas.