Justiça americana define que Rumble não precisa cumprir ordens de censura. Entenda
Por Leandro Ruschel
Conteudo
TLDR;
A juíza concluiu que as ordens do ministro Alexandre Moraes não foram legalmente entregues conforme a Convenção de Haia ou o tratado de assistência mútua, e portanto não são exigíveis nem obrigam Rumble ou Trump Media nos Estados Unidos até que esse procedimento seja regularizado. A decisão impede a execução das ordens em território americano, mas não invalida automaticamente as decisões no Brasil, onde Moraes atua no mais alto grau do Judiciário. Para que as determinações brasileiras possam ser aplicadas nos EUA é necessário que sejam formalmente transmitidas pelos meios internacionais adequados (carta rogatória/tratado), demonstrada jurisdição pessoal e feita notificação válida.
Resumo
Uma juíza americana concluiu que as ordens de censura expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes não têm efeito sobre empresas sediadas nos EUA — ao menos por enquanto — porque não foram entregues por vias legais internacionais previstas (Convenção de Haia ou tratado de assistência jurídica mútua) nem devidamente homologadas, abrindo uma disputa complexa sobre jurisdição. As plataformas autoras (Rumble e Trump Media/Truth Social) argumentaram que não há notificação válida e, assim, não são obrigadas a cumprir ou a ajudar na execução dessas determinações em território norte-americano; por isso a liminar solicitada foi negada por não haver, no momento, motivo para medida emergencial, embora o tribunal se disse pronto a analisar futuramente a exequibilidade se houver prova de jurisdição e notificação. O caso evidencia um contraste: no Brasil o ministro Moraes, no topo do Judiciário, tem tomado decisões controversas contra vozes de direita — inclusive impedindo criação de novos perfis, o que configura censura prévia — enquanto parte da imprensa alinhada ao regime divulgou a notícia de modo tendencioso, apresentando a decisão americana como vitória de Moraes, quando na verdade reconheceu falhas processuais no envio das ordens e limitou sua eficácia nos EUA.