Judeu ortodoxo e moderador de grupos de Kim Kataguiri deixam MBL alegando tolerância ao nazismo | Intercept Brasil
Conteudo
TLDR;
Um judeu ortodoxo moderador de grupos do MBL, amigo de Willian Tavares, deixou o movimento temendo pela própria vida após identificar e denunciar relações de membros com ideologias nazistas em grupos paralelos.. Willian Tavares, ex-secretário de moderação dos grupos de WhatsApp de Kim Kataguiri, saiu do MBL em setembro de 2024 denunciando negligência de líderes diante de invasões neonazistas, tolerância a ideias racistas e eugenistas, e manutenção de moderadores com laços suspeitos.. O MBL minimizou as denúncias, manteve um secretário no cargo apesar de ele admitir contatos com ex-membros neonazistas expulsos, e só expulsou um integrante do grupo 'Cabaré de Fascistas' após questionamento do Intercept, negando tolerância em direito de resposta.
Resumo
O ex-moderador Willian Tavares, que ingressou no Movimento Brasil Livre (MBL) em 2022 e subiu a secretário de moderação nos grupos de WhatsApp de Kim Kataguiri, denuncia negligência de líderes diante de invasões neonazistas, racismo e ideias eugenistas em chats ligados ao movimento. Prints, vídeos e mensagens revelam tolerância a símbolos nazistas, como emojis de raios da SS, minimizados por secretários como Felipe Maion; promoção de Lucas Tartaglione, que defendia limitação de filhos para pobres e violência contra moradores de rua, mesmo após expulsão tardia; e invasões com pornografia racista e ameaças, culminando em doxing contra Tavares, investigado pelo MBL em vez de protegido. Um judeu ortodoxo saiu temendo pela vida após descobrir membros em grupos como "Cabaré de Fascistas". Assessora de Kataguiri manteve Tartaglione no cargo apesar de confissões. O MBL, em direito de resposta, nega tolerância, alega descentralização, afastamentos imediatos e motivações pessoais de Tavares, reafirmando apoio a Israel e democracia. Denúncias ecoam polêmicas passadas, como fala de Kataguiri no Flow Podcast defendendo nazistas. (198 palavras)