Joe Depa, da EY: o que os CEOs precisam fazer para liderar a revolução da IA
Liderar a revolução da IA: o que os CEOs precisam fazer agora para não ficar para trás.
Conteudo
TLDR;
Priorizar dados de qualidade e segurança, promover confiança e ética, garantir que a IA entregue valor concreto e investir em treinamento e cultura para adoção em escala. A maior barreira não é a tecnologia, mas as pessoas — líderes e colaboradores — que precisam de preparo, confiança nas soluções e mudança cultural para implementar a IA responsavelmente. O Brasil é um mercado pioneiro e superusuário de IA (cerca de 94% dos consumidores a usaram no último ano), mas apresenta maior desconfiança sobre a segurança das soluções, exigindo salvaguardas e políticas locais.
Resumo
Em entrevista, Joe Depa, diretor global de inovação e líder de IA da UI, destaca que a revolução da inteligência artificial não é limitada pela tecnologia, mas pela liderança e preparo das pessoas, apontando quatro pilares essenciais: dados (qualidade, acesso e segurança), confiança (IA responsável), valor (benefícios reais como melhoria de qualidade, serviço e produtividade) e adoção (treinamento e cultura para uso efetivo). A pesquisa citada revela que o Brasil é um mercado pioneiro, com 94% dos consumidores usando IA no último ano, embora apresente maior desconfiança quanto à segurança dessas soluções. Depa afirma que salvaguardas incorporadas à rotina das empresas reduzem riscos de conformidade e aumentam inovação e receita. Quanto aos próximos movimentos, ele observa a rápida evolução da IA generativa para IA agêntica e agentes autônomos, a incorporação da IA física e robótica que exige simulações e certificações, e o impacto da computação quântica tanto para simulação quanto para desafios de cibersegurança. Por fim, ressalta a tendência da “IA soberana” que pode gerar ilhas de IA, com políticas e infraestruturas locais distintas, exigindo equilíbrio entre disseminação segura, resiliência e regulação. Ele também enfatiza a necessidade de formação contínua, colaboração público-privada e investimentos estratégicos em pesquisa para o futuro.