Home office virou modelo permanente após pandemia | CNN PRIME TIME
Por CNN Brasil
Conteudo
TLDR;
O trabalho remoto se consolidou como modelo duradouro, com o formato híbrido se tornando maioria e aceito até em áreas formais como o setor jurídico. Grandes centros urbanos como Nova York estão se remodelando: escritórios vazios viram apartamentos e há políticas que incentivam conversões para enfrentar a alta vacância comercial e a escassez de moradia. Trabalhadores ganharam flexibilidade e melhor equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, enquanto empresas e o mercado imobiliário precisaram se adaptar às novas demandas.
Resumo
No episódio especial sobre os cinco anos da COVID-19, a repórter Priscila Asbec, em Nova York, mostra como a pandemia acelerou mudanças no mercado de trabalho e na cidade, tornando o trabalho remoto e o modelo híbrido permanentes: trabalhadores como o publicitário paulistano Marcos passam parte da semana no escritório e parte em casa, o que permitiu morar mais longe e melhorar a qualidade de vida. Pesquisas indicam que metade dos americanos tem empregos compatíveis com trabalho remoto; o híbrido saltou de 32% para 55%, os presenciais caíram de 60% para 19% e o remoto subiu de 8% para 26%; seis em cada dez funcionários preferem o formato híbrido. A transformação alcançou setores formais, como o jurídico, com audiências online, e inspirou debates sobre colocar o trabalhador em primeiro lugar. No Brasil, plataformas de vagas remotas ampliaram oportunidades, especialmente em tecnologia. O impacto urbano é visível em Nova York: prédios comerciais vazios e alta escassez de moradias (vacância de aluguéis em 1,4%) impulsionaram políticas para converter escritórios em residências, com incentivos fiscais para unidades acessíveis; mais de 30 projetos estão em andamento, incluindo a transformação de edifícios icônicos em apartamentos espaçosos. A pandemia, portanto, remodelou rotinas laborais, mercados imobiliários e o papel das cidades como lugares para viver e se divertir.