A Salesforce acaba de ajudar a Microsoft. Você está escolhendo o vencedor de uma briga de trilhõe...
Conteudo
TLDR;
A Salesforce facilitou o uso dos agentes da Microsoft para manter seu acesso aos clientes e ao ecossistema de agentes, porque essas parcerias aumentam sua capacidade de disputar quem controla a camada que mediará grande parte do trabalho. Ao escolher fornecedores hoje você está decidindo, agente por agente, quem ficará com o “terreno elevado” — o relacionamento e o plano de controle que definem como os agentes operam no seu ambiente de trabalho. Agentes de IA estão mudando o que é vantagem competitiva ao concentrar valor na empresa que intermedeia a experiência (dados, permissões, instruções e aprovações), transformando essa disputa em uma batalha de trilhões por controle do relacionamento com o usuário.
Resumo
No dia 27 de outubro, anúncios da Salesforce e da Oracle evidenciaram uma nova fase de competição entre gigantes da tecnologia: ao facilitar o uso de agentes da Microsoft e ao integrar apps da Oracle ao ChatGPT, essas empresas estão abrindo portas umas para as outras não por generosidade, mas para disputar o controle da camada de agentes de IA — o novo "terreno elevado" da computação no trabalho. Com gastos massivos em nuvem e uma previsão de investimento trilionário, as nove maiores empresas buscam mediar a experiência do usuário e intermediar o trabalho feito por agentes B2B, porque possuir esse relacionamento dá vantagem estratégica para orquestrar dados, aprovações e fluxos entre múltiplos aplicativos. Historicamente Microsoft, Salesforce e Oracle eram complementares, cada qual com seus clientes e produtos; agora a fronteira entre funções se esbate quando agentes passam a unir e automatizar tarefas que antes exigiam alternância humana entre e-mails, planilhas e sistemas. Assim, Microsoft pode alavancar documentos e Teams, Salesforce sua distribuição entre equipes de vendas, e laboratórios de IA ofereçam orquestração conectando aplicativos — todos competindo pela mesma posição de controle. Essas escolhas moldarão as ferramentas do trabalho, e gestores já começam a decidir, agente a agente, quem dominará esse espaço bilionário.