“They Don’t Want You to Find Love” – Mo Gawdat on Relationships, AI, and the Role of Tech in Dating
Por Tracy Harmoush
Conteudo
TLDR;
“Eles” são as indústrias e os incentivos do sistema — apps de namoro, pornografia e outros players do mercado que lucram mantendo as pessoas solteiras ou sempre “namorando” em vez de em relacionamentos duradouros. A tecnologia e a IA transformam o namoro em vitrine/“meat market” (swipes, window shopping) que aumenta ghosting e desigualdades de atração, e sem ética podem amplificar esse problema. Mo propõe amar de forma mais inteligente com empatia e maturidade, reformular apps de relacionamento e ensinar amor à IA (projeto Emma) para neutralizar os incentivos tecnológicos que dificultam o encontro de uma relação estável.
Resumo
Mo Gawdat argumenta que o mundo moderno está armado para fazer as pessoas falharem no amor: tecnologia, capitalismo e incentivos de mercado transformaram encontros em vitrines e mercados lucrativos que preferem que você continue a namorar em vez de encontrar relacionamento sério. Aplicativos e pornografia fragmentam atenção e criam um “pool” de 10% de homens desejáveis, deixando 90% marginalizados; mulheres tornam-se “choosy” (seletivas) não por capricho, mas por dinâmica de oferta e demanda, enquanto muitos homens carecem de inteligência emocional ensinada. Gawdat aponta que a entrada massiva de mulheres no trabalho, impulsionada pela indústria após a Segunda Guerra, foi celebrada como empoderamento, mas também erodiu a feminilidade e agravou desigualdades — o casal que trabalha junto ganha menos do que um provedor único do passado. Relacionamentos são, para ele, o problema matemático mais complexo que exige empatia, maturidade e inteligência para resistir à entropia. Indústrias do namoro, do sexo e até de consumo têm incentivos desalinhados com o bem-estar afetivo; a solução passa por “amar com mais inteligência” e ensinar empatia às IAs (projeto “Emma”), antes que a tecnologia evolua sem sensibilidade, agravando solidão, frustração e conflitos sociais. Ele defende repensar incentivos sociais e educar emoções desde cedo para todos.