Funcionários do governo Trump ordenam destruição de R$ 52 milhões em contraceptivos comprados pela Usaid
Conteudo
TLDR;
Os contraceptivos, avaliados em US$ 9,7 milhões (R$ 52 milhões), foram destruídos por ordem do governo Trump porque o Departamento de Estado considerou a contracepção não vital e alegou preocupações com financiamento, apesar de não serem abortivos.. A destruição custou US$ 167 mil (R$ 893 mil) aos contribuintes americanos, sendo considerada a opção mais barata pelo alto funcionário Jeremy Lewin.. Organizações como Fundação Gates, CIFF e UNFPA ofereceram comprar ou doar os produtos para recuperar o dinheiro e distribuí-los em países de baixa renda, mas o governo rejeitou para evitar conflitos com políticas antiaborto.
Resumo
O governo de Donald Trump ordenou a destruição de US$ 9,7 milhões (R$ 52 milhões) em contraceptivos, como pílulas, DIUs e implantes hormonais, comprados pela USAID para países de baixa renda e estocados na Bélgica. Apesar de ofertas de organizações como Fundação Gates e CIFF para comprar ou doar os itens — recuperando dinheiro público sem custos extras —, o Departamento de Estado optou pela incineração, que custou US$ 167 mil (R$ 893 mil). A decisão, tomada em junho por Jeremy Lewin, ignorou esclarecimentos de que os produtos não eram abortivos, contrariando alegações falsas de um porta-voz da USAID, que justificou a ação como proteção à "vida das crianças por nascer". Isso integra o desmonte da agência, supervisionado por Marco Rubio, Elon Musk e Russell Vought, com cancelamento de 83% dos programas de ajuda externa. Autoridades belgas tentaram impedir a destruição por razões ambientais e diplomáticas, mas o estoque foi eliminado. Críticos, como Beth Schlachter da MSI Reproductive Choices, chamam a medida de "crueldade ultrajante", alertando para prejuízos à saúde global e planejamento familiar de milhões. Documentos do New York Times revelam resistência interna e opções ignoradas para venda ao UNFPA. (198 palavras)