Eu fui acusado de usar IA em minha dissertação, mas escrevi tudo sozinho
Conteudo
TLDR;
Ele sempre negou ter usado IA e, após apelação, a universidade decidiu não manter as alegações, devolvendo-lhe a nota completa e sem impacto profissional. A acusação surgiu porque um dos avaliadores notou um tom polido e uniforme, gramática impecável, estrutura de parágrafos "fórmula", repetição e uso de travessões, sinais que acharam típicos de texto gerado por IA. O caso o deixou muito ansioso, fez com que adiasse exames e atrasasse a formatura, além de prejudicar seus estudos e bem‑estar emocional durante o semestre.
Resumo
Harrison Sharples, estudante de Medicina da Universidade de St Andrews, foi acusado de usar IA em sua dissertação sobre o impacto da play therapy na redução da ansiedade em crianças hospitalizadas, depois que um dos dois avaliadores humanos apontou um tom polido, estrutura de parágrafos “formulaica”, uso repetitivo de frases e travessões, e falta de crítica nuançada. Recebeu notificação de má conduta acadêmica e foi convocado a uma audiência virtual, cujo link chegou cinco minutos atrasado, comprometendo sua defesa; apesar de ter se preparado, sentiu‑se abalado e não respondeu bem às perguntas iniciais. A decisão manteve as alegações, resultando em nota limitada a sete e risco de registro prejudicado ao GMC, levando‑o a apelar. A universidade aceitou o recurso por motivos processuais e marcou nova audiência, na qual as questões focaram sua abordagem à redação; desta vez as alegações não foram confirmadas, a nota foi restituída e caso não afetará seu histórico profissional. Harrison relatou estresse, adiamento de exames e atraso na formatura. A especialista em ética de IA Sidrah Hassan alertou que detectores não são robustos e defendeu repensar avaliações; a universidade afirmou trabalhar no uso responsável de IA e que a aceitação do recurso se baseou em procedimento.