EM ALGUNS ANOS ESSA NOVA ÁREA DE PESQUISA VAI SUPERAR A IA - Miguel Nicolelis
Conteudo
TLDR;
Trata-se de neurotecnologias não invasivas capazes de ler e modular sinais cerebrais e que, segundo Nicolelis, podem realizar o que os implantes invasivos prometem. Porque essas abordagens não invasivas são mais seguras, têm melhor viabilidade clínica e econômica e evitam os problemas de biocompatibilidade e falha dos implantes cerebrais. Ele critica a Neuralink e Elon Musk, afirmando que os implantes corticais ainda não apresentam biocompatibilidade duradoura, param de funcionar em meses/anos, trazem riscos cirúrgicos e não são viáveis em larga escala.
Resumo
Na conversa, o entrevistado critica duramente Elon Musk e a Neuralink, afirmando que muito do prestígio de Musk é imagem e papel financeiro, e que a tecnologia de implantes cerebrais enfrenta problemas científicos, de biocompatibilidade e práticos não resolvidos desde os anos 1990; ele relata que seu laboratório desenvolveu implantes corticais em animais e publicou um estudo de acompanhamento de primatas por mais de oito anos mostrando que os eletrodos perdem funcionalidade e provocam reação inflamatória que fixa os filamentos ao tecido, tornando a remoção perigosa e potencialmente prejudicial a pacientes; além disso, destaca que não há viabilidade econômica ou infraestrutura (neurocirurgiões e robôs) para implantar em grande escala, e que repetir cirurgias para substituir implantes avariados é inviável; aponta ainda que Musk teria priorizado estudantes em vez de professores, capturado recursos das agências regulatórias e recebido apoio do Departamento de Defesa, levantando questões éticas; por fim, argumenta que técnicas não invasivas podem alcançar objetivos semelhantes com menor risco e conclui que, sem solução, a empresa pode desaparecer e não cumprir suas promessas tecnológicas futuras.