Chineses aprovam retaliação e reagem com memes ao tarifaço de Trump, conta brasileiro na China
Por UOL
Conteudo
TLDR;
A população em geral apoia a retaliação do governo porque entende que as tarifas americanas também lhes causam prejuízos. A reação popular tem sido majoritariamente bem-humorada nas redes chinesas, com muitos memes e risadas, vendo o episódio como mais uma etapa da guerra comercial. No dia a dia o efeito é moderado: há tensão, mas as pessoas estão relativamente tranquilas, e uma eventual proibição de filmes estadunidenses teria impacto reduzido porque o cinema chinês já lidera as bilheterias.
Resumo
A conversa com Ângelo Rigonat, jornalista e estudante de administração pública brasileiro que mora há um ano em Xi’an, pinta um quadro de calma tensa na China diante da escalada de atritos com os EUA: há sensação de que algo está começando, mas o cidadão médio permanece tranquilo e apoia as medidas do governo para retaliar tarifas americanas, porque também afetam a população. Nas ruas e nas redes locais há muito humor e memes — inclusive sobre sanções e exemplos ridículos citados pela mídia estrangeira — e insultos vindos de políticos ocidentais tendem a provocar risos leves mais do que indignação duradoura. Ângelo observa que a visão comum no Ocidente sobre a China está desatualizada: a maioria vive em grandes cidades com qualidade de vida bem diferente da imagem de pobreza difundida; sua experiência pessoal foi um choque pela modernidade. Sobre cultura, ele avalia que uma eventual proibição de filmes norte‑americanos teria impacto reduzido hoje, porque o cinema chinês cresceu muito com forte investimento estatal e domina as bilheterias. Em resumo, há tensão diplomática e preocupação econômica, mas também confiança nas ações do governo e crescente autonomia cultural e informacional no país.