convergenciadigital.com.br 26/12/2025 Cafe Digital

BRICS: Proposta do Brasil para inteligência artificial quer governança global contra monopólio de poucas nações - ConvergenciaDigital

Regulação Inteligência Artificial Politica

Conteudo

TLDR;

Propõe uma governança global multilateral, com a ONU no centro, que promova soberania digital, transparência, equidade e regulação para combater monopólios e dependência de poucas nações e corporações. A agenda brasileira foi endossada pelos diplomatas dos 11 países do BRICS na primeira reunião de Sherpas sob a presidência brasileira. O documento alerta para o cenário fragmentado atual, o risco de manipulação e desinformação, práticas anticompetitivas e concentração de poder das grandes tecnológicas que podem excluir países em desenvolvimento, e defende investimentos em infraestrutura, educação e desenvolvimento de chips mais eficientes e sustentáveis.

Resumo

Na primeira reunião de Sherpas do BRICS sob presidência brasileira (26/2), o Brasil apresentou uma proposta de governança da inteligência artificial que prioriza soberania digital e combate a monopólios, defendendo uma abordagem multilateral e com maior participação dos países em desenvolvimento; o documento, endossado pelos diplomatas dos 11 membros, alerta que o cenário atual é fragmentado por iniciativas plurilaterais sobrepostas e risco de governança dominada por poucas nações, o que facilita manipulação, desinformação e marginalização de temas vitais para países de baixa e média renda, como agricultura, educação, saúde e infraestrutura. O texto também destaca preocupações com práticas anticompetitivas e concentração de poder em grandes corporações tecnológicas — capazes de excluir a maioria da população dos benefícios da IA — e enfatiza que desigualdades sociais, vieses algorítmicos e assimetrias de poder podem se agravar se populações vulneráveis forem deixadas para trás. Para enfrentar isso, o BRICS propõe uma governança global pautada por transparência, equidade e inclusão, com a ONU no centro, além de investir em infraestrutura digital, educação e regulações adequadas; o Brasil ressalta, ainda, cooperação para desenvolver chips de IA mais eficientes e sustentáveis, pauta que estará na COP30 em Belém (nov/2025) e busca ampliar capacidades tecnológicas locais rapidamente.