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Inteligência artificial pode ser usada para corrigir provas da faculdade de direito, mas deveria ser?

Tecnologia IA OpenAI Direito

Conteudo

TLDR;

A IA pode ser confiável para corrigir provas, pois estudos mostraram correlações altas com notas humanas quando recebe rubricas detalhadas e exemplos, embora dependa de bom treinamento e supervisão. Na prática, professores treinam o sistema com rubricas, respostas‑modelo e provas já corrigidas, anonimizam trabalhos e usam a IA para pontuar com revisões pontuais ou como checagem das notas humanas. As principais preocupações são éticas e processuais — alunos esperam correção humana, é preciso divulgar o uso, proteger privacidade, mitigar vieses e monitorar possíveis “alucinações”.

Resumo

Os avanços em inteligência artificial estão sendo testados na correção de provas de direito, suscitando debate sobre eficácia e ética. Professores como Jack Graves empregam ChatGPT (e consideram Claude) para anotar exames, argumentando que a IA é mais consistente, não se cansa e, quando treinada com rubricas e respostas-modelo, produz notas que se correlacionam fortemente com as humanas; um estudo comparando o GPT‑5 com correções de professores em quatro disciplinas mostrou correlações de até 0,93. Autores do estudo e especialistas divergem sobre o papel da IA: Daniel Schwarcz recomenda que docentes corrijam primeiro manualmente e usem a IA como verificador para preservar a justiça processual e a expectativa dos alunos, enquanto Daniel Linna Jr. defende integração das ferramentas no ambiente acadêmico. Graves anonimiza trabalhos, limita acesso e usa a IA também para avaliar tendências de erros e aplicar exames orais automatizados, aceitando revisões pontuais. Principais preocupações incluem vieses, alucinações, transparência e investimento inicial em treinamento. Em consenso, mesmo que não substituam totalmente os professores no curto prazo, LLMs podem assumir tarefas úteis — validar notas, oferecer feedback em provas não corrigidas e orientar práticas de estudo — transformando métodos de ensino e avaliação e exigindo políticas claras de uso institucional urgente.