Setor de IA agora apresenta todos os sinais clássicos de uma bolha, diz Ruchir Sharma, da Rockefe...
Bolha de IA: setor apresenta sinais clássicos de boom, alerta Ruchir Sharma da Rockefeller.
Conteudo
TLDR;
Ele afirma que o setor de IA reúne sinais clássicos de bolha — excesso de investimento, alavancagem, concentração de propriedade e trading excessivo — seguindo seu quadro dos quatro excessos. Sharma diz que bolhas só costumam terminar com altas de juros e que, até o rendimento do título de 10 anos chegar a cerca de 5% ou o Fed agir mais agressivamente, a bolha tende a continuar se inflando. Companhias como Amazon (captação de US$25 bilhões), NVIDIA e SpaceX estão tirando proveito de um mercado de dívida ativo e emissões de ações para financiar a expansão em IA.
Resumo
Ruchir Sharma afirma que os mercados em grande parte ignoraram os recentes ataques dos EUA ao Irã: índices ampliados avançam e o preço do petróleo caiu. Ele observa que conflitos geopolíticos raramente provocam efeitos duradouros nas bolsas — normalmente as quedas duram cerca de um mês e depois há recuperação — e que a reação moderada do petróleo decorre de uma economia global menos dependente de energia, de rotas alternativas de abastecimento e da capacidade de reduzir a demanda, especialmente na Ásia. Para Sharma, os efeitos geopolíticos costumam ser superestimados. O risco mais relevante hoje são as taxas de juros de longo prazo: ao estudar bolhas nos últimos trezentos anos, ele identifica no boom da inteligência artificial sinais clássicos de bolha, como excesso de investimento, alavancagem, concentração acionária e excesso de negociação. Segundo ele, bolhas terminam por conta de juros mais altos, não por se esgotarem sozinhas; só quando o rendimento do título de dez anos alcançar perto de cinco por cento ou o Fed for forçado a enfrentar a inflação é que o ciclo poderá reverter. Emissão de dívida e ações para financiar IA por empresas como Amazon, Nvidia e SpaceX confirma esse comportamento e aumenta o risco sistêmico.