Gore Verbinski apresenta em Berlim filme sobre zumbis e inteligência artificial
Conteudo
TLDR;
O filme de Gore Verbinski, intitulado "Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra", foi exibido no Festival de Berlim e está previsto para estrear no Brasil em abril. A trama envolve um homem do futuro que recruta um time improvável em um restaurante de Los Angeles para impedir que uma inteligência artificial domine a humanidade, na 117ª tentativa de viagem no tempo. Os "zumbis" referem-se metaforicamente a adolescentes viciados em TikTok e telas, como alunos traumatizando professores, em meio a críticas à dependência tecnológica e referências a "Exterminador do Futuro" e "Black Mirror".
Resumo
No Festival de Berlim, Gore Verbinski, diretor de "Piratas do Caribe" e "O Chamado", apresentou "Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra", filme sci-fi com viagem no tempo que critica a dependência humana de tecnologia e o risco da inteligência artificial. Na trama, um homem do futuro (Sam Rockwell), na 117ª tentativa de salvar o mundo, recruta um time improvável em um diner de Los Angeles: professores traumatizados por alunos "zumbis" viciados em TikTok (Zazie Beetz e Michael Peña), uma mãe que perdeu o filho em tiroteio e o clona (Juno Temple), e uma garota alérgica a WiFi e dispositivos móveis (Haley Lu Richardson). Eles devem proteger um menino de nove anos cujo prompt futuro controlará a humanidade pelas máquinas. Cheio de referências a "Exterminador do Futuro", "Black Mirror", "Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo", "Pulp Fiction" e "Matrix", o longa adota ritmo de game, com tarefas analógicas contra perigos digitais, condenando redes sociais e conteúdos virais como prenúncios do apocalipse. Apesar de cansativo e sem conclusões definitivas, ecoa o mundo vintage como salvação. No festival, o filme contrasta com polêmicas, como a saída da autora Arundhati Roy por críticas à omissão sobre Gaza e Irã. Previsto para abril no Brasil, o obra alerta para o avanço das IAs generativas. (198 palavras)