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Apreensão de cripto pela PF dispara, mas uso criminoso já supera bilhões

Economia Criptomoedas Crime 2025

Conteudo

TLDR;

Os valores apreendidos pela Polícia Federal em criptomoedas usadas em crimes bateram recorde de R$ 71 milhões em 2025, mais do que sextuplicando em relação a 2024. Quadrilhas movimentam dezenas de bilhões de reais em criptomoedas, com carteiras ligadas a atividades ilegais recebendo US$ 154 bilhões (R$ 755 bilhões) em 2025. Criptomoedas são usadas em crimes como violações de direitos humanos, tráfico de drogas, crimes online, ambientais e lavagem de dinheiro, servindo para enviar remessas ao exterior e ocultar valores.

Resumo

Em 2025, a Polícia Federal (PF) bateu recorde ao apreender R$ 71 milhões em criptomoedas ligadas a crimes, valor que sextuplicou em relação a 2024, segundo dados da Lei de Acesso à Informação. No entanto, isso representa apenas uma fração mínima dos bilhões movimentados por quadrilhas em atividades como lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, violações de direitos humanos, crimes ambientais, cibernéticos e ataques ao Pix do Banco Central (R$ 1,5 bilhão desviados). Exemplos incluem esquemas de R$ 12,2 bilhões e lavadores ligados ao PCC e Hezbollah, além de redes de tráfico humano para fraudes na Ásia e África. Especialistas da Chainalysis apontam que carteiras ilegais receberam US$ 154 bilhões (R$ 755 bilhões) globalmente no ano, destacando lacunas na rotulagem de endereços no Brasil e sigilo investigativo. Enquanto o país liderou a América Latina com R$ 505 bilhões em transações declaradas em 2024, polícias avançam com núcleos especializados, usando blockchains públicas para rastrear fluxos, embora stablecoins como USDT, que dominam 2/3 das operações por velocidade, compliquem o trabalho. Regulação avança com Lei de 2022 e normas do BC contra lavagem, mas fiscalização ainda é incipiente, priorizando stablecoins e segregação patrimonial. (198 palavras)