Exportações brasileiras batem recorde em outubro, apesar de tarifaço
Conteudo
TLDR;
Sim — as exportações cresceram 9,1% em outubro na comparação anual, somaram US$ 31,97 bilhões e bateram recorde para o mês desde 1989. O "tarifaço" dos EUA levou a uma queda de 37,9% nas vendas ao país (com redução nos últimos três meses), mas aumentos para Ásia (+21,2%) e Europa (+7,6%) compensaram essa perda. O crescimento foi puxado por soja (+64,5%), óleos brutos de petróleo (+43%), minério de ferro (+31,7%) e carne bovina (+44,7%).
Resumo
As exportações brasileiras registraram em outubro recorde mensal desde 1989, subindo 9,1% na comparação anual e somando US$ 31,97 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 25,01 bilhões, resultando em superávit de US$ 6,96 bilhões. O crescimento ocorreu apesar do "tarifaço" dos Estados Unidos, que levou a uma queda de 37,9% nas vendas ao mercado norte-americano e a retração de 24,1% para a América do Norte; os embarques de petróleo bruto caíram 82,6% (perda aproximada de US$ 500 milhões), e também recuaram celulose, óleos combustíveis e aeronaves e partes. Segundo o MDIC, a redução às vezes atinge produtos não tarifados, sugerindo efeitos variados, incluindo menor demanda nos EUA; as exportações aos EUA vêm caindo nos últimos três meses: -16,5% em agosto, -20,3% em setembro e -37,9% em outubro. A perda foi compensada pela maior diversificação: a Ásia cresceu 21,2% (China +33,4%, Índia +55,5%), a Europa 7,6% e a América do Sul 12,6%; por produtos, destacaram-se soja (+64,5%), óleos brutos de petróleo (+43%), minério de ferro (+31,7%) e carne bovina (+44,7%). Herlon Brandão, do MDIC, afirmou que as quedas crescentes e efeitos indiretos indicam necessidade de acelerar a diversificação de mercados e agregar valor às exportações para reduzir vulnerabilidade externa com urgência.