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AI companies buying books to scan and destroy, 404 Media investigation finds

Empresas de inteligência artificial estão comprando livros para escanear e destruir, revelando uma nova e inquietante faceta da exploração tecnológica, segundo investigação da 404 Media.

Propriedade Intelectual Tecnologia AI Amazon

Conteudo

TLDR;

Compram livros usados para digitalizar o conteúdo e treinar modelos de IA, cortando a lombada e destruindo os exemplares para processar as páginas mais rapidamente. A prática recebe respaldo jurídico em parte por um precedente que considerou fair use criar cópias digitais se os exemplares físicos forem destruídos, e as empresas afirmam que pagaram pelos livros. A investigação da 404 Media rastreou um exemplar até um centro da Amazon em Las Vegas (VGT3) e liga essa prática à Amazon e a outros atores do setor, como já havia sido alegado no caso da Anthropic.

Resumo

Houve um aumento nas vendas de livros usados, aparentemente impulsionado por empresas de IA que compram obras em blocos, as quais muitas livrarias independentes suspeitam estarem sendo digitalizadas para treinar modelos e depois destruídas; para confirmar, a 404 Media colocou um rastreador em um livro e acompanhou o envio até uma instalação de treinamento de IA da Amazon. O jornalista Emmanuel Mayberg relata que os compradores permanecem anônimos nas plataformas de vendas, e que a prática é justificada pelas empresas tanto pelos ganhos de eficiência — é mais rápido remover lombada e capa e alimentar páginas em scanners industriais — quanto por argumentos legais: uma decisão em processo contra a Anthropic considerou justo uso a criação de cópias digitais quando o exemplar físico é destruído. A Amazon confirmou uso dos livros para treinar IA e melhorar serviços como impressões sob demanda, ebooks ou recursos de busca de conteúdo, embora detalhes não tenham sido divulgados. Existem várias instalações secretas pelo país; empresas mantêm sigilo por competitividade e por receio de reação pública. Métodos de digitalização sem destruição existem, mas são lentos e caros, e talvez não atendam às necessidades das companhias de IA. O caso provoca debate intenso sobre direitos autorais.