Processados por negarem o uso de IA. Mesmo assim, expandiram o programa.
Empresas enfrentam processos judiciais por negarem o uso de inteligência artificial, mas surpreendentemente decidem expandir suas operações, revelando uma batalha interna entre inovação e ética na tecnologia.
Conteudo
TLDR;
UnitedHealth e Cigna foram processadas porque seus algoritmos negaram ou cortaram cuidados solicitados por médicos. No caso citado, o paciente Dale Tetlow teve a autorização de 100 dias de enfermagem reduzida para 40 dias pelo sistema NH Predict, a família pagou cerca de US$70.000 e ele morreu um ano e sete dias depois do AVC. Apesar das ações judiciais, as empresas informaram à SEC que vão ampliar o uso desses sistemas de IA porque os consideram mais baratos e as ações judiciais um custo aceitável.
Resumo
Um homem de Wisconsin, Dale Tetlow, 74 anos, sobreviveu a um AVC em outubro de 2022 e teve indicação médica de cem dias de cuidados de enfermagem especializada, mas o sistema de IA NH Predict da UnitedHealth cortou essa recomendação aos 40 dias; a família manteve os cuidados, gastou 70 mil dólares do próprio bolso, e ele foi transferido a uma residência assistida, vindo a falecer um ano e sete dias após o AVC. O espanto aumenta porque o espólio de Tetlow e o de outro paciente que teve negativa semelhante processaram a UnitedHealth, enquanto a Cigna também enfrenta ações por um algoritmo que nega pedidos sem que um médico analise o prontuário. Nos relatórios ao SEC, ambas as empresas afirmaram que vão ampliar o uso desses sistemas, não reduzi‑lo, mesmo com os processos em curso, indicando que consideram litígios como custo operacional e preferem a economia gerada pela automação. A mensagem é um alerta para quem negocia planos de saúde: verifique contratos e exija transparência sobre se recusas são decididas por algoritmos ou por profissionais, porque esses sistemas já estão incorporados amplamente e muitos beneficiários nem sabem disso, e cobre responsabilidades legais e éticas das seguradoras de forma urgente.