COMPILADO | NÃO LI, NEM LEREI
Por Porta dos Fundos
Conteudo
TLDR;
O título sintetiza o tom do conteúdo: várias pessoas exibem livros como adereço e admitem não lê-los nem pretender lê-los. O texto é uma transcrição caótica de entrevistas em que convidados confundem autores, leem trechos alheios, debatem branquitude e tratam a biblioteca mais como status do que como prática de leitura. A crítica implícita é à performatividade cultural e ao privilégio, com discursos superficiais sobre literatura e identidade enquanto muitos não enfrentam o tema com seriedade nem leem de fato.
Resumo
O texto é um longo e caótico trecho de programa satírico que expõe a hipocrisia cultural e o falatório desinformado sobre livros e arte: personagens elogiam bibliotecas decorativas que nunca foram lidas, confundem títulos e autores (como "Moby Dick"), e demonstram orgulho por capas e discos sem reconhecer conteúdo. Há entrevistas constrangedoras com um autor que se recusa a se definir como "branco" enquanto explora dialectos e privilégios, e com apresentadores e convidados (Carlos, Lorena, Jaime em Lima, Paulo) que ostentam estantes, e‑readers e post‑its de "lido" para fingir erudição. O correspondente no Peru aparece isolado e amargurado, e o programa alterna entre improvisos, gafes e disputas sobre propriedade intelectual e autoria. Em outro segmento, Artur Monsanto promove um livro de citações duvidosas, incorporando anedotas e frases mal atribuídas como se fossem autoridade, satirizando a confusão entre opinião, testemunho e citação legítima. No conjunto, o trecho critica a mediocridade da mídia, a performatividade cultural, o reducionismo identitário e a mercantilização da literatura, evidenciando um ambiente onde aparência e discurso substituem leitura, conhecimento e honestidade intelectual.