g1.globo.com 26/12/2025 Cafe Digital

83% dos mortos em Gaza são civis, segundo levantamento secreto de Israel | G1

Direitos Humanos Geopolítica Mundo

Conteudo

TLDR;

Um banco de dados confidencial das Forças Armadas de Israel identificou apenas 17% dos mortos como membros de grupos terroristas, totalizando 83% de civis, cerca de 42 mil pessoas até maio deste ano.. A agência de inteligência militar israelense listou 8.900 combatentes mortos pertencentes ao Hamas e à Jihad Islâmica.. A proporção de 83% de civis mortos é excepcionalmente alta e comparável apenas a episódios como o genocídio de Ruanda, o cerco russo a Mariupol e o massacre de Srebrenica nas últimas três décadas.

Resumo

Uma investigação conjunta do jornal britânico "The Guardian", da revista israelo-palestina "+972 Magazine" e do site israelense Local Call revelou um banco de dados confidencial das Forças Armadas de Israel, que classifica apenas 17% dos mortos na Faixa de Gaza até maio como membros de grupos terroristas, como Hamas e Jihad Islâmica — totalizando 8.900 combatentes. Dos cerca de 53 mil óbitos reportados pelo Ministério da Saúde de Gaza (controlado pelo Hamas), os 83% restantes, aproximadamente 42 mil pessoas, eram civis, uma proporção excepcionalmente alta segundo Therése Pettersson, do Programa de Dados de Conflitos de Uppsala. Essa taxa supera a maioria dos conflitos recentes, equiparando-se apenas a eventos como o genocídio de Ruanda (1994), o cerco russo a Mariupol (2022) e o massacre de Srebrenica (1992-1995). A ONU confirma que a maioria das vítimas é de civis, incluindo muitas mulheres e crianças, com mais de 61.500 palestinos mortos na ofensiva israelense desde o ataque do Hamas em outubro de 2023, que vitimou 1.219 pessoas. O governo israelense ainda não se manifestou, enquanto prédios destruídos no norte de Gaza ilustram a intensidade das operações, levando palestinos a fugir da Cidade de Gaza. (198 palavras)