oantagonista.com.br 26/12/2025 Cafe Digital

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Conteudo

TLDR;

O presidente de Israel, Isaac Herzog, declarou que o reconhecimento do Estado da Palestina por países ocidentais é um dia triste para quem busca a verdadeira paz, pois não ajuda palestinos, não liberta reféns e fortalece o Hamas.. Herzog criticou o gesto afirmando que ele é bem recebido pelo Hamas, que mantém 48 reféns em Gaza após os ataques de 7 de outubro de 2023.. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu chamou o reconhecimento de enorme recompensa ao terror e advertiu que não haverá um Estado palestino a oeste do Jordão.

Resumo

O presidente de Israel, Isaac Herzog, classificou como “um dia triste para aqueles que procuram a verdadeira paz” o reconhecimento oficial do Estado da Palestina por países ocidentais como Reino Unido, Canadá, Austrália e Portugal, anunciado em 21 de setembro de 2025. Segundo Herzog, a medida não beneficia palestinos, não liberta reféns mantidos pelo Hamas em Gaza nem impulsiona um acordo entre israelenses e palestinos, apenas fortalecendo “as forças das trevas”, especialmente após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, que resultaram em 48 reféns. O Hamas celebrou a decisão como um passo para afirmar direitos palestinos com Jerusalém como capital. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também repudiou a iniciativa, chamando-a de “enorme recompensa ao terror” e garantindo que “não haverá um Estado palestino a oeste do Jordão”. A ação ocorre às vésperas de uma conferência promovida por França e Arábia Saudita sobre a solução de dois Estados, na 80ª Assembleia-Geral da ONU, onde o presidente francês Emmanuel Macron anunciará o reconhecimento francês. Em 12 de setembro, a ONU aprovou resolução proposta por França e Arábia Saudita, apoiada por 142 países (contra EUA e Israel), defendendo dois Estados e exigindo que o Hamas entregue armas à Autoridade Palestina para um Estado palestino soberano. (198 palavras)