Ela Fundou Uma Startup de US$ 1,3 Bilhão Que Grava o Trabalho dos Funcionários para Treinar a IA
Conteudo
TLDR;
Uma extensão de navegador que grava telas dos funcionários, converte fluxos de trabalho em guias passo a passo com capturas e usa IA para mapear processos e treinar agentes automatizados. A empresa afirma anonimizar dados, medir o trabalho em nível de equipe e oferecer transparência e opção de não participação, mas especialistas alertam que ferramentas assim podem virar vigilância corporativa. A Scribe tem cerca de 80 mil clientes, mais de 6 milhões de funcionários com o app, ultrapassou US$100 milhões em receita recorrente anual e foi avaliada em US$1,3 bilhão após uma rodada de Série C de US$75 milhões.
Resumo
A startup Scribe, fundada em 2019 por Jennifer Smith e Aaron Podolny, desenvolve uma extensão de navegador que grava telas dos funcionários para mapear fluxos de trabalho e gerar automaticamente guias passo a passo e tutoriais, usados hoje por clientes como LinkedIn, HubSpot e T‑Mobile. A ferramenta — parte de um conjunto que inclui Scribe Capture e Scribe Optimize — analisa processos repetitivos, identifica ineficiências e ensina agentes de IA sobre como executar tarefas. Com modelos apoiados na OpenAI, Anthropic e Google, a empresa afirma ter registrado 15 milhões de fluxos de trabalho em 40 mil aplicativos e conta mais de 80 mil clientes, mais de 6 milhões de funcionários com o app e receita recorrente anual superior a US$100 milhões; também alcançou avaliação de US$1,3 bilhão após uma rodada Série C. Inspirada na experiência de Smith na McKinsey, que costumava observar funcionários para mapear know‑how institucional, a Scribe diz focar em medir o trabalho — não os trabalhadores — anonimizando dados de apps corporativos. Ainda assim, a solução reacende debates sobre vigilância no trabalho e limites entre produtividade e monitoramento, e clientes destacam a importância da transparência e da opção de não participação e preocupações com cortes de empregos.