exame.com 29/04/2026 MD Sandbox

OpenAI prepara chip próprio para celular e mira lançamento de smartphone em 2028

Agentes de IA Smartphone Tecnologia OpenAI

Conteudo

TLDR;

OpenAI planeja lançar um smartphone em 2028, com produção em massa prevista para começar possivelmente no início de 2027, mas o projeto ainda está em estágios iniciais e depende de negociações e testes. A empresa está trabalhando com MediaTek e Qualcomm no desenvolvimento dos chips e escolheu a Luxshare para fabricação e design dos produtos. Os processadores serão SoCs otimizados para IA, executando tarefas leves localmente e transferindo operações mais pesadas para a nuvem, com integração de hardware e sistema operacional para criar um agente de IA capaz de rodar serviços em tempo real e suportar modelos de assinatura.

Resumo

A OpenAI está desenvolvendo processadores próprios para smartphones, em parceria com MediaTek, Qualcomm e a fabricante Luxshare, com objetivo de lançar seu primeiro celular com IA integrada em 2028 e iniciar produção em massa possivelmente a partir de 2027, segundo o analista Ming‑Chi Kuo. A empresa, criadora do ChatGPT, pretende otimizar hardware e software — inclusive system‑on‑chip (SoC) — para executar agentes de IA de forma mais ágil, transferindo tarefas pesadas para a nuvem e deixando ao chip funções locais rápidas. Kuo afirma que controlar sistema operacional e hardware permitiria à OpenAI oferecer um serviço completo e até pacotes de assinatura com hardware para fomentar um novo ecossistema de agentes junto a desenvolvedores. A estratégia mira mudar o uso do smartphone, reduzindo a dependência de múltiplos aplicativos em favor de interações centradas em IA. A Qualcomm participa por sua expertise em NPUs Hexagon e passou a disputar mercado com empresas como a Nvidia; a MediaTek contribui no design de chips. Embora conversas ainda sejam iniciais, a iniciativa sinaliza que fabricantes e fornecedores podem estar prontos para começar a produção nos primeiros meses de 2027, acelerando a adoção de IA nativa em dispositivos móveis e potencialmente remodelando interfaces e privacidade dos usuários.