youtu.be 26/12/2025 SRT Cafe Digital

Marçal pode ser fator surpresa e vencer Lula em 2026, analisam Matais e Lacsko

Por Metrópoles

Direito Ética Politica

Conteudo

TLDR;

Pablo Marçal é um influenciador e empresário que voltou a fazer discursos políticos, já teve inelegibilidade em parte dos processos e pretende concorrer à Presidência se se livrar das ações judiciais restantes. Segundo Matais e Lacsko, ele tem potencial real de ser um “fator surpresa” e crescer a ponto de ameaçar Lula em 2026 devido ao alcance nas redes e à receptividade do eleitorado a discursos agressivos. Os motivos citados são sua forte presença nas redes sociais, a retórica religiosa e provocadora que mobiliza eleitores, a falta de representatividade política e a adoção de estratégias digitais semelhantes às de Bolsonaro.

Resumo

Comentadores alertam que Pablo Marçal voltou a fazer discursos políticos nas redes sociais e pode ser um fator-surpresa nas eleições de 2026 caso consiga se livrar dos dois processos que ainda enfrenta — ele já escapou de um dos três —; com retórica religiosa e apocalíptica, Marçal constrói a narrativa do “fim de uma era” e se apresenta como o único capaz de “tirar o Lula”, usando linguagem agressiva que gera identificação entre eleitores que admiram líderes combativos. Seu discurso mistura provocação, promessa de autorização para a violência simbólica contra inimigos políticos e apelo emotivo, e tem atraído atenção pela eficácia em plataformas digitais, repetindo a estratégia de crescimento gradual vista no bolsonarismo. Observadores lembram que ele chegou a ter chances reais em São Paulo, mas se sabotou, e que a cultura política brasileira —que muitas vezes valoriza astúcia e agressividade em detrimento da representatividade— favorece candidaturas desse tipo. A preocupação é que, diante da sensação de descrença nas instituições e da normalização de exemplos políticos controversos, Marçal possa conquistar votos significativos, representando risco à democracia e à civilidade do debate público. Pesquisas e análises nas redes já indicam potencial eleitoral emergente, exigindo vigilância dos adversários e debate público mais atento.