É improvável que IA cause apocalipse do emprego, diz CEO da OpenAI - 26/05/2026 - Economia - Folha
Conteudo
TLDR;
Altman afirma que a IA não provocou o "apocalipse" porque não eliminou tantos empregos administrativos quanto ele previa e há componentes humanos difíceis de automatizar. Isso não quer dizer ausência de demissões; várias empresas já substituíram postos por IA e o setor de tecnologia dos EUA cortou mais de 52 mil vagas no primeiro trimestre por conta da automação. Como exemplo, ele disse usar IA para responder Slack e e‑mails, mas voltou a responder algumas mensagens pessoalmente por valorizar a interação humana, e alertou que os riscos ainda existem enquanto a OpenAI se prepara para um IPO.
Resumo
Em entrevista virtual a uma conferência do Commonwealth Bank of Australia em Sydney, o CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou ser improvável que a inteligência artificial provoque um "apocalipse do emprego" global, apesar de inicialmente temer perdas massivas, sobretudo em funções administrativas; ele disse que a empresa acertou nas previsões tecnológicas desde o lançamento do ChatGPT em 2022, mas errou nas consequências sociais e econômicas. Altman contou que hoje percebe uma parte humana dos trabalhos difícil de substituir — por exemplo, chegou a usar IA para responder mensagens no Slack e no e‑mail, mas reassumiu algumas respostas pessoais ao constatar a importância da interação humana — e, por isso, acredita que o mercado de trabalho seguirá diferente das projeções mais pessimistas. Mesmo assim, ele não descarta riscos futuros e lembrou que várias empresas, como HSBC, Amazon, Standard Chartered e o próprio CBA, vêm substituindo postos por soluções automatizadas; consultorias indicam milhares de cortes na área de tecnologia nos EUA vinculados a IA. A OpenAI, que se prepara para um pedido confidencial de IPO visando avaliação de cerca de US$ 1 trilhão e captação mínima de US$ 60 bilhões, segue acompanhando o impacto da tecnologia. Altman pediu diálogo público e políticas para mitigar possíveis impactos.