Marcelo Gleiser: 'O sonhos transumanistas dos bilionários seriam cômicos se não fossem trágicos'
Conteudo
TLDR;
Marcelo Gleiser critica os sonhos transumanistas de bilionários como Peter Thiel, Jeff Bezos, Elon Musk e Sam Altman por promoverem imortalidade via upload de consciência e colonização espacial, vendo-os como delirantes, distópicos e egoístas.. Na apresentação em São Paulo, ele discutirá consciência diante da IA, fantasias transumanistas, escravidão digital por algoritmos que isolam intelectual e socialmente, além de perigos econômicos da dependência da IA.. Gleiser considera trágicos esses sonhos por seu viés colonialista e religioso, que ignora a fragilidade da Terra e beneficia apenas elites enquanto os bilhões restantes são abandonados.
Resumo
Marcelo Gleiser, físico brasileiro e best-seller, chega ao Brasil para o São Paulo Innovation Week, onde discutirá consciência diante da IA, fantasias transumanistas de bilionários como Peter Thiel, Jeff Bezos e Elon Musk, e os perigos da "escravidão digital" por algoritmos que isolam intelectual e socialmente, além dos impactos econômicos da IA no trabalho. Ele critica o "colonialismo espacial" desses empresários, que substituem imaginários científicos de Sagan e Asimov por promessas delirantes de imortalidade via upload de consciência ou colônias em Marte, ignorando os bilhões deixados na Terra e revelando interesses egoístas com viés religioso. Apesar de entusiasmado com o programa Artemis, que evoca a emoção do pouso na Lua e inspira visão frágil da Terra, Gleiser rejeita o lado comercial de mineração e turismo espacial. Seu estudo recente propõe algoritmos para detectar vida em exoplanetas via atmosferas desequilibradas, usando telescópios como James Webb e ELT. Defende uma ciência humilde, contra o "cientismo" místico que promete resolver tudo, de aquecimento global a morte, enfraquecendo políticas reais e rehumanizando a ciência em vez de endeusá-la. (198 palavras)