www.canalrural.com.br/agricultura/inflacao-dos-alimentos-e-explicada-por-menos-oferta-diz-ibge/
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Conteudo
TLDR;
Menor oferta ocorre por redução da produção causada por problemas climáticos (chuvas intensas), fim de safra e concentração regional da produção, além de produtores que reduziram plantio após prejuízos. Os itens que mais pressionaram foram cenoura, tomate e café, com altas de 36,14%, 20,27% e 8,56% respectivamente, e tubérculos/raízes/legumes subindo 8,19% no agregado. *O governo avalia medidas como redução de tarifas de importação e aposta em safra maior e dólar mais baixo para aliviar os preços, mas o efeito depende da recuperação da oferta. *
Resumo
Em janeiro, a inflação dos alimentos, medida pelo IPCA, subiu 0,96% — impactando 0,21 ponto percentual do índice geral, que fechou em 0,16%, menor para o mês desde 1994 — e ficou atrás apenas de transportes (1,3%). O IBGE atribui a alta principalmente à menor oferta de produtos como tomate e cenoura, resultado de problemas climáticos (chuvas intensas) e do fim de safra, além da concentração de produção em estados como Minas Gerais, Bahia e Goiás; esses fatores explicam aumentos expressivos em tubérculos, raízes e legumes (+8,19%) e em itens com forte impacto como café moído (+8,56%), tomate (+20,27%) e cenoura (+36,14%), enquanto o índice de difusão dos alimentos foi de 71%. O governo, preocupado com o custo de vida — alimentação pesa 21,69% no orçamento de quem ganha até 40 salários mínimos — estuda reduzir tarifas de importação; o presidente Lula e o ministro Haddad apontam ainda que a queda do dólar e a expectativa de safra recorde em 2025 (alta estimada de 10,2%) podem ajudar a conter os preços. Já as carnes subiram modestos 0,36%, influenciadas pela melhora do pasto com as chuvas. Esses efeitos também podem levar produtores a evitar replantio em culturas prejudicadas, reduzindo oferta futura.