O Google passou um ano integrando MCP, A2A e AG-UI. I/O hoje.
Google completa um ano integrando MCP, A2A e AG-UI, com I/O hoje.
Conteudo
TLDR;
MCP é o protocolo de ferramentas e dados que padroniza descoberta e invocação de recursos, A2A (ADA) é a camada de coordenação que permite delegação entre agentes via “agent cards” e AG‑UI é a camada de interação humana para compartilhar estado, eventos e aprovações entre agentes backend e apps frontais. O Google integrou essas camadas ao longo do ano para criar uma pilha padrão que permite aos agentes acessar ferramentas, delegar tarefas entre agentes e manter o humano no controle, moldando a experiência do cliente. Os principais desafios são de segurança e confiança — MCP permite acesso arbitrário a código e dados e pode viabilizar “tool poisoning”, enquanto A2A adiciona latência, falhas e complexidade de permissões, exigindo escopos, aprovações e trilhas de auditoria, além de outras camadas ainda estarem em disputa.
Resumo
Na abertura do Google I/O (19 de maio) surgem muitas demos de agentes, mas o mais relevante é o ecossistema de protocolos que suporta a “Agentic Revolution”. Seis protocolos lançados no último ano — MCP, A2A (ADA), AGUI, A2UI, AP2 e X42 — moldam como agentes descobrem ferramentas, cooperam e mantêm humanos no controle. Três deles formam o núcleo: MCP padroniza a camada de ferramentas e dados para descrever e invocar recursos (GitHub, Slack, Drive, Stripe etc.), simplificando integrações mas exigindo ambientes de alta confiança e controles de segurança porque permite execução arbitrária; A2A/ADA cria a camada de delegação com “agent cards” que expõem habilidades, interfaces e contratos para delegação entre agentes de empresas diferentes (Atlassian, MongoDB, PayPal etc.), o que amplia capacidades porém introduz latência, falhas e complexidade de permissões; AGUI conecta agentes back-end a apps de usuário para compartilhar estado, eventos e aprovações. A2UI, AP2 e X42 tratam respectivamente de interfaces estruturadas, autorizações de compras e pagamentos máquina‑a‑máquina, mas permanecem contestados ou específicos de domínio. Em suma, os substratos de agentes determinam experiências do cliente e impõem escolhas críticas de segurança, arquitetura e governança. Equipe de produto deve avaliar trade-offs, políticas de aprovação e trilhas de auditoria detalhadas.