www.anpec.org.br/encontro2001/artigos/200106256.pdf
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Conteudo
TLDR;
Os trabalhadores americanos recebem, em média, cerca de seis vezes mais por hora que os brasileiros (U$10,41 vs U$1,88 em 1988 e U$12,43 vs U$2,40 em 1997). Grande parte da diferença salarial é atribuída a características observáveis como maior escolaridade, distribuição setorial e ocupacional e menores variações nos EUA, mas a decomposição de Oaxaca (1994) também revela uma parcela residual não explicada. A desigualdade interna é muito maior no Brasil (razão p90/p10 em torno de 10–11) do que nos EUA (aproximadamente 3), mostrando que os EUA têm salários mais altos e melhor distribuídos entre os trabalhadores e subsetores.
Resumo
Este trabalho investiga as diferenças salariais entre trabalhadores dos Estados Unidos e do Brasil utilizando microdados da PNAD (Brasil) e da CPS (EUA) para 1988 e 1997, cobrindo 29 subsetores comuns. Os autores descrevem características salariais e demográficas — salário horário (log), educação, idade, sexo, região metropolitana, ocupação e horas trabalhadas — e concluem que, em todos os subsetores, a remuneração média e o nível educacional nos EUA são superiores aos do Brasil, com destaque para a agricultura. Observa-se também maior homogeneidade salarial e educacional nos EUA e uma distribuição de renda mais equitativa (p90/p10 ≈ 3 nos EUA versus ≈ 11 no Brasil), enquanto o trabalhador brasileiro tende a ser mais jovem, trabalhar mais horas e estar mais concentrado em áreas metropolitanas. O estudo compara trabalhadores qualificados e não qualificados e utiliza a decomposição de Oaxaca (1994) para separar componentes observáveis e não observáveis da diferença salarial, apresentando resultados de regressões e decomposições para explicar quanto da disparidade se deve a características mensuráveis e quanto permanece como efeito residual, além de discutir implicações e limitações. Os autores também apresentam estatísticas descritivas por setor, discutem mudanças temporais entre 1988 e 1997 e sugerem políticas para reduzir desigualdades de forma consistente.
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