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Conteudo
TLDR;
Elas ganham em média 78,9% do rendimento dos homens mesmo trabalhando 2,3 horas a mais por semana porque enfrentam maior carga de trabalho doméstico e de cuidado, estão sub‑representadas em áreas e cargos mais remunerados (só 22% nos cursos de C,T,E,M e 39,3% em cargos gerenciais) e sofrem diferenças salariais por ocupação. A desigualdade vem diminuindo lentamente: a proporção da renda feminina subiu de 73,7% em 2012 para 76,5% em 2016 e para 78,9% em 2022. A responsabilidade por cuidados limita a participação das mulheres no mercado — a participação feminina é de 53,3% contra 73,2% dos homens, ter filho até 6 anos reduz o nível de ocupação em 9,6 pontos percentuais (10,7 p.p. entre pretas e pardas) e há maior incidência de trabalhos de meio período entre mulheres (28% contra 14,4% dos homens).
Resumo
O estudo Estatísticas de Gênero do IBGE mostra que, em 2022, as mulheres trabalhavam em média 54,4 horas por semana — 2,3 horas a mais que os homens (52,1) — somando trabalho remunerado, afazeres domésticos e cuidados, sendo a diferença mais acentuada no Nordeste (4,2h) e a maior carga no Sudeste (55,3h). Elas dedicam quase o dobro do tempo a cuidados e afazeres (21,3h contra 11,7h), com mulheres pretas e pardas acumulando ainda mais (22h), e pesquisadores alertam para subestimação por atividades simultâneas. A responsabilidade doméstica reduz a participação feminina no mercado (53,3% vs 73,2% dos homens) e aumenta o trabalho em meio período (28% contra 14,4%). Ter filho pequeno diminui a ocupação feminina em 9,6 pontos (10,7 entre pretas/pardas), enquanto homens com filhos têm maior ocupação. Apesar de serem 60,3% dos concluintes do ensino superior, as mulheres representam só 22% nas áreas de CTEM e 15% em computação; ocupam 39,3% dos cargos gerenciais e só 17,9% da Câmara dos Deputados. Mesmo com maior escolaridade e mais horas de trabalho, recebem em média 78,9% do rendimento masculino (R$2.303 vs R$2.920), com desigualdades maiores em profissões de ciência e intelectuais e nos cargos de direção.