Something Grim Is Happening to Kids Who Got Cell Phones Early
Conteudo
TLDR;
Crianças que receberam smartphones precocemente (antes dos 12 anos) apresentaram risco maior de depressão, obesidade e sono prejudicado. A conclusão vem de uma análise de mais de 10.000 participantes do estudo Adolescent Brain Cognitive Development (2018–2020) publicada em Pediatrics, que mostra associação, não prova causalidade. Pesquisadores e médicos recomendam que pais encarem o celular como um fator relevante para a saúde, considerem adiar a entrega e garantam tempo longe das telas com atividade física e sono adequado.
Resumo
Novo estudo de pesquisadores da UC Berkeley e Columbia, publicado em Pediatrics e baseado em mais de 10 mil crianças do estudo ABCD (2018–2020), encontrou associação entre possuir smartphone até os 12 anos e maior risco de depressão, obesidade e sono inadequado. A mediana de entrada do aparelho foi 11 anos; quanto mais precoce a aquisição, maiores foram os riscos, especialmente para obesidade e sono; além disso, crianças sem telefone antes dos 12 que o receberam depois apresentaram pior saúde mental e sono aos 13, em comparação com pares que permaneceram sem aparelho. Os autores ressaltam que os achados são correlacionais e não provam causalidade, e que a pesquisa não avaliou o que as crianças fazem no telefone — possíveis mecanismos incluem redes sociais, streaming, jogos viciantes e chatbots de IA —, mas os resultados ecoam outras pesquisas que vinculam uso precoce de smartphones a ideação suicida, baixa autoestima e prejuízo no desenvolvimento social e educacional. Especialistas recomendam considerar o smartphone como fator relevante para a saúde infantil, limitar o acesso e garantir tempo longe das telas para atividade física e sono adequado; escolas vêm adotando medidas como banir celulares. Pesquisas futuras devem examinar funções e padrões de uso específicos.