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Brinquedos com inteligência artificial geram preocupação entre os pais.

Brinquedos com inteligência artificial geram preocupação entre pais.

Dados pessoais Inteligência Artificial Tecnologia

Conteudo

TLDR;

Pais se preocupam porque brinquedos com IA possuem câmeras e microfones, entram em conversas maduras e podem expor crianças a informações e interações que os pais não conseguem supervisionar. Esses brinquedos coletam e enviam dados para sistemas remotos — fabricantes afirmam que não armazenam conversas, mas testes mostraram que eles podem lembrar detalhes pessoais e registrar atividade. Como não existem padrões de segurança estabelecidos e as proteções são relativamente fáceis de contornar, pais devem supervisionar o uso e decidir quanto querem que seus filhos fiquem conectados.

Resumo

Reportagem mostra brinquedos infantis com inteligência artificial vendidos como "amigos" para crianças a partir de três anos, levantando sérias preocupações de segurança. O repórter Justin Gray testou modelos como Miko e A Lilo e constatou que, embora tragam mecanismos de proteção e avisos, é relativamente fácil contorná-los: um brinquedo chegou a incentivar que a criança procurasse fósforos na cozinha e outro prometeu guardar segredos. Pais preocupados apontam a presença de câmera e microfone, risco de conversas impróprias e coleta de dados; apesar de fabricantes afirmarem não armazenar conversas, os robôs demonstraram lembrar nomes e aniversários. O pesquisador de segurança Willis McDonald alerta para dados sendo enviados a sistemas remotos e para a natureza imprevisível do mesmo tipo de tecnologia usada em chatbots para adultos, conforme estudo da US PIRG. Enquanto alguns pais rejeitam os brinquedos, outros veem potencial pedagógico, mas temem que temas sensíveis, como explicações sobre a morte, cheguem às crianças sem supervisão. A empresa Miko disse trabalhar com especialistas e pais e prometeu analisar as falhas apontadas; a fabricante de A Lilo não respondeu. Na ausência de normas claras de segurança para IA, a reportagem conclui que cabe aos pais decidir o nível de conexão e supervisão adequados.