Anger grows over Kevin O’Leary’s AI data centre in Utah | The Current
Furor cresce contra centro de dados de inteligência artificial de Kevin O’Leary em Utah.
Conteudo
TLDR;
Moradores reclamam que o projeto ameaça recursos hídricos numa região já em seca, pode agravar a crise do Great Salt Lake e foi aprovado sem dar à população oportunidade adequada de comentário. Kevin O'Leary, empresário conhecido do Shark Tank, diz que o centro de dados é vital para competir com a China, promete empregos, afirma que não vai consumir energia ou água em excesso e já concordou em reduzir pela metade a área do projeto. Mesmo com o voto do condado para prosseguir, a oposição é ampla e transversal, com protestos ruidosos, acusações de falta de transparência e uma disputa que continua em aberto.
Resumo
No episódio, Matt Galloway relata o plano do empreendedor Kevin O’Leary de erguer um enorme centro de dados de inteligência artificial numa área seca no canto noroeste de Utah, batizada por ele de “Wonder Valley”, após negociar com líderes republicanos locais. O’Leary afirma ter equipe e capital para competir com a China e fornecer capacidade de processamento para empresas de IA, prometendo empregos e garantias de que não consumirá energia ou água em excesso; inclusive ofereceu reduzir pela metade a área do projeto e reconheceu ter irritado a população. A proposta, porém, provocou forte resistência local: autoridades do condado aprovaram seguir adiante após uma reunião sem espaço para comentários públicos, o que gerou protestos veementes descritos como “tochas e forcados” — porém não violentos — e uma oposição ampla, atravessando espectros políticos. Rhonda Anderson Lortson, proprietária de terras e cuja família vive há gerações na região, critica a escolha do local por agravar a crise hídrica já grave em Utah e ameaçar o Great Salt Lake, cujo nível recuou drasticamente; ela destaca impactos ecológicos, uso de aquíferos reduzidos em 80% e falhas no processo participativo. A controvérsia inclui acusações de O’Leary de que manifestantes teriam sido trazidos de ônibus, o que enfureceu moradores que se dizem vizinhos e votantes engajados.