EUA: Anthropic acusa Alibaba de campanha massiva de "roubo" de IA | Firstpost Live | N18G
Guerra de inteligência artificial: Anthropic acusa Alibaba de roubo massivo de tecnologia de IA.
Conteudo
TLDR;
Anthropic alega que operadores ligados à equipe Qwen da Alibaba criaram cerca de 25.000 contas falsas que entre abril e junho geraram quase 28,8 milhões de interações com o Claude para coletar as saídas do modelo. Trata-se de uma prática chamada distillation, especialmente na forma agressiva "adversarial distillation", em que respostas de um modelo avançado são colhidas para treinar rivais sem autorização, evitando custos de P&D e possivelmente sem os mesmos controles de segurança. A acusação provocou queda nas ações da Alibaba, atraiu atenção de legisladores nos EUA que discutem sanções ou restrições e ocorre num contexto de medidas prévias do governo americano contra a empresa por supostas ligações ao setor militar.
Resumo
A corrida global por inteligência artificial entrou numa fase controversa após a Anthropic, empresa americana responsável pelo chatbot Claude, acusar o gigante chinês Alibaba de promover uma campanha massiva para obter acesso não autorizado ao seu modelo: segundo carta enviada a senadores e autoridades da Casa Branca, operadores ligados à equipe Qwen da Alibaba teriam criado cerca de 25 mil contas falsas entre abril e junho, gerando quase 28,8 milhões de interações com Claude para coletar respostas sobre recursos valiosos como desenvolvimento de software e raciocínio avançado. A prática em disputa, chamada distillation — e, em versões mais agressivas, adversarial distillation — usa saídas de um modelo para treinar outro, reduzindo custos e tempo de P&D; empresas americanas afirmam, porém, que usada em escala industrial pode reproduzir capacidades de ponta sem autorização, prejudicar propriedade intelectual, comprometer segurança nacional e produzir modelos concorrentes sem os mesmos controles de segurança. Alibaba não comentou as acusações; suas ações em Hong Kong caíram, e legisladores nos EUA avaliam sanções. A controvérsia se soma à inclusão recente da Alibaba numa lista do Departamento de Defesa dos EUA de empresas com supostos vínculos militares, decisão que a própria Alibaba contestou em processo federal em San Jose, Califórnia.