tandfonline.com 26/12/2025 Cafe Digital

www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/13562517.2025.2497263

Nenhum metadado disponivel para este link. Use o botao de reprocessar para tentar extrair informacoes.

Autoria GenAI Educação Universidade

Conteudo

TLDR;

O artigo defende que os sistemas de GenAI são constitutivamente epistemicamente irresponsáveis devido a "alucinações" e à ausência de um autor que possa defender suas afirmações. Exigir que estudantes assumam responsabilidade exclusiva pela exatidão das contribuições da GenAI é pedagogicamente perversa porque eles não têm condições de avaliá‑las adequadamente. A substituição da interação com professores humanos por sistemas de GenAI dificulta o desenvolvimento das habilidades e da motivação dos estudantes para exigir e aplicar padrões disciplinares ao avaliar informações.

Resumo

O texto recupera o ceticismo platônico sobre a escrita e mobiliza a análise de "bullshit" de Harry Frankfurt para sustentar que sistemas de IA generativa são constitutivamente epistemicamente irresponsáveis. Embora sejam promovidos como "tutores" e "colaboradores" no ensino superior, suas respostas propensas a alucinações e à "costura probabilística" (Bender et al.) não têm autor que as defenda, gerando um "testimony gap" e tornando inadequada a expectativa de que estudantes assumam a responsabilidade final pela veracidade de afirmações que não conseguem avaliar. Argumenta-se que exigir tal responsabilidade é pedagogicamente perverso: transfere ao aluno o ônus de checar padrões disciplinares que deveriam ser cultivados em interações com docentes humanos, e a substituição crescente do contato humano por sistemas automatizados ameaça corroer as habilidades e a motivação investigativa dos discentes. O artigo dialoga com críticas e defesas contemporâneas — de quem vê oportunidade derridiana na desautoria até quem classifica modelos como "stochastic parrots" ou "bullshit" — e apoia-se em pragmatismo brandomiano para concluir que IA generativa não é agente responsável e, se integrada sem cautela, pode conduzir a uma "universidade do bullshit" e a sérios problemas epistemológicos e pedagógicos. Urgem políticas institucionais que limitem usos, fortaleçam avaliação crítica e preservem ensino humano efetivo.