Investidores devem diversificar a exposição em ações além do trade de IA, diz Adam Farstrup, da S...
Diversificação é chave para investidores que buscam ir além do trade de inteligência artificial, segundo Adam Farstrup.
Conteudo
TLDR;
O trade de IA concentra risco significativo, então diversificar evita alta sensibilidade a choques específicos como quedas em semicondutores. A sugestão é manter posições em tecnologia dos EUA, mas complementar com valor fora dos EUA, cíclicas, bancos europeus e nomes da cadeia de suprimentos. A estratégia não é reduzir totalmente a tecnologia norte-americana, e sim permanecer exposto a ela enquanto amplia a carteira para outras regiões e setores para disciplinar o risco.
Resumo
Os futuros indicavam leve alta após o S&P 500 bater recorde e o Nasdaq subir; na conversa, Adam Fastenal, gestor multi-asset das Américas na Schroders, enfatiza que investidores multiativos têm o mundo como oportunidade, mas continuam muito expostos a ações após três anos de posição comprada. A recomendação é permanecer long nas ações, aproveitando o excepcionalismo dos EUA e a tecnologia, porém ampliando a exposição internamente para reduzir o risco concentrado no trade de IA. Diversificação dentro de ações — por exemplo, exposição à cadeia de suprimentos, value fora dos EUA e cíclicas/bancos europeus — tem funcionado e pode proteger contra choques setoriais; contudo, uma crise na IA afetaria todo o mercado, então diversidade por si só não basta. Ele ressalta que muitos setores, inclusive bancos, participam do financiamento da expansão de IA, o que complica a fuga total do tema; bancos europeus, menos ligados à bolha da IA, têm se beneficiado de dinâmica própria, como a curva de juros. Por fim, a alta das ações pode seguir se os lucros continuarem superando expectativas ou se ocorrer expansão de múltiplos. Ele nota ainda que analistas têm elevado estimativas de lucros neste ano, reforçando a sustentação do mercado e do apetite.