bpspsychub.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/bjso.12665
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Conteudo
TLDR;
Aplica a técnica de modelagem de redes de atitude (ResIN) para estudar como estruturas organizadas de atitudes se relacionam com identidades partidárias em contextos politicamente polarizados nos EUA. Usando dados de trabalhadores online (N=396) e da ANES 2020 (N=8280), os autores construíram redes bipartidas de crenças partidárias e realizaram um experimento de vinheta para testar inferências identitárias a partir de atitudes individuais. As propriedades estruturais das redes revelam quais atitudes pertencem a cada grupo e permitem inferir identidades partidárias com precisão, enquanto expressar atitudes que cruzam linhas partidárias pode provocar categorização errônea e pressão para alinhar-se ao grupo.
Resumo
Este artigo aplica uma técnica recente de modelagem de redes de atitudes (Response-Item Network, ResIN) para investigar a relação entre atitudes e identidade em contextos políticos polarizados nos EUA. Com dados de trabalhadores online (N = 396) e da pesquisa representativa ANES 2020 (N = 8.280), os autores modelaram sistemas de crenças partidárias conflitantes e mostraram que a estrutura da rede de atitudes revela identidades partidárias latentes, indicando quais posições pertencem a cada grupo. A posição individual no espaço da rede correlacionou-se fortemente com identificação partidária e viés grupal. Em experimento com vinhetas, demonstraram que conhecer uma única atitude permite estimar com acuidade a identidade partidária de um interlocutor e influencia avaliações sociais, evidenciando que atitudes funcionam como marcadores de identidade. Conceitualmente, o trabalho integra uma visão relacional das atitudes e a abordagem de identidade social, propondo redes bipartidas que conectam pessoas por atitudes compartilhadas e atitudes por coocorrência entre indivíduos. Os resultados salientam a utilidade comunicativa das atitudes para organizar o ambiente social quanto os riscos: em contextos polarizados, posições que transgridem narrativas de outgroups podem levar a categorizações errôneas e pressões para “escolher lados”. Metodologicamente, o estudo oferece ferramentas para conectar representações intraindividuais e estruturas macroscópicas de crença.