infomoney.com.br 26/12/2025 Cafe Digital

Desempregada e morando com os pais, Geração Z causa rombo de US$ 12 bi no consumo

Recessão Retrato Economia

Conteudo

TLDR;

Porque, segundo a Oxford Economics e dados do Federal Reserve de Nova York, cerca de 1 milhão a mais de jovens de 22 a 28 anos vivem com os pais em relação ao período pré-pandemia, reduzindo gastos com moradia, transporte e alimentação e causando uma perda estimada de US$ 12 bilhões por ano. A Geração Z é definida no estudo como pessoas entre 13 e 28 anos e enfrenta um mercado de trabalho fraco, com taxa de contratação em 3,2% e desemprego especialmente alto entre 16–19 anos (14%) e 19–24 anos (cerca de 9%). O relatório alerta que esse choque pode deixar cicatrizes de longo prazo, freando o crescimento salarial e a mobilidade dos jovens e mantendo elevada a proporção que vive com os pais, como ocorreu com os millennials após a Grande Recessão.

Resumo

A Oxford Economics afirma que a Geração Z enfrenta um mercado de trabalho frágil, com taxa de contratações em queda desde 2022 (agora 3,2%) e desemprego juvenil muito acima da média, o que pode deixar cicatrizes de longo prazo. O relatório "As coisas não vão bem com os jovens" aponta que jovens entre 13 e 28 anos, sobretudo os de 16 a 24, sofrem com demissões, perda de empregos temporários e barreiras de entrada para recém-formados; a mobilidade profissional e o crescimento salarial, normalmente altos no início da carreira, estagnaram. Como consequência, cerca de 1 milhão a mais de adultos de 22 a 28 anos vivem com os pais do que antes da pandemia, reduzindo gastos com moradia, transporte e alimentação e gerando uma perda de consumo estimada em US$ 12 bilhões por ano. A economista Grace Zwemmer alerta que a situação aumenta a vulnerabilidade dos jovens e os torna mais cautelosos no consumo, replicando, com diferenças, o efeito observado entre millennials após a Grande Recessão — que ainda assim atingiram 55% de posse de imóvel em 2025 — a menos que o mercado se recupere. O estudo conclui que políticas de emprego e apoio à habitação são cruciais e urgentes.